Pe Osnildo Carlos Klann, scj

Desde 2007, o padre Osnildo realiza sua missão dehoniana na República Democrática do Congo e, através de reflexões, notícias e informações, partilha suas experiências missionárias.

Para entrar em contato, escreva para ocklann@yahoo.com.br

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Edição 12



Meus amigos (as) , hoje vou lhes mandar apenas algumas notícias daqui. Isso para manter nosso elo de comunicação. Uma reportagem que preparei sobre os Tutsis vou enviar na próxima vez.

Guerra
Graças a Deus a guerra na região leste do Congo terminou. Como lhes escrevi, numa reportagem anterior, comentando as denuncias do Bispo de Bukavu, D. Francisco Xavier, “A situação politica no Leste congolês não está clara. Vive-se a psicose de guerra ». De fato, semana passada, a guerra estourou naquela região, mais precisamente em Massissi, Goma.. Uma população inteira teve de se refugiar na mata, enquanto o exército congolês e os revolucionários (ruandeses et banyamulenge : pronuncia-se « banhamulengue », isto é, os descendentes de congoleses(as) com ruandeses(as), que habitam a região) trocavam tiros. Os soldados da ONU se colocaram entre as duas partes e evitaram o alastramento da guerra. As partes chegaram a um acordo, creio, muito frágil. O leste congolês, a região dos grandes lagos, é muito cobiçada por suas riquezas naturais e pelo petróleo. As grandes nações também « estão de olho » nesta região. Dizem que querem internacionalizar o Congo, como se falou da região de nosso Amazonas.
A gente nunca sabe até quando essa paz vai durar. Quero ver quando a ONU sair do Congo !!! Os ruandeses, especialmente, os tutsis, estão muito interessados em se apoderar não do leste, mas de todo o Congo. Por incrível que pareça o chefe dos revolucionários que provocou a guerra dias atrás, è um ruandês, que vive naquele pais, e tem livre acesso ao Congo, onde lhe prestam honras militares e o chamam de « chefe ». Soube também que o vice-presidente do Congo é um ruandês (tutsi) naturalizado. Assim se confirma cada vez mais o poder de penetração e de conquista que têm os tutsis. Eles são inteligentes ; sabem o que querem, estabelecem metas claras e as perseguem, com perseverança.
Havia a preocupação de que a guerra pudesse se estender para outras regiôes e até mesmo Kisangani, pois a distância não é grande : são apenas 600 quilômetros que nos separam do centro das discórdias. Graças a Deus tudo terminou rapidamente e os disturbios se confinaram àquela região. Diga-se de passagem que não existem estradas de para . avião. Ou pelo mato.

Jornada da amizade
A paroquia S . Gabriel programou uma Jornada da Amizade, esta semana, com muitas atividades. Domingo, dia 9, houve um passeio com crianças e jovens ao Escolasticado P. Dehon, a 16 quilômetros daqui. Esperava-se umas 200 pessoas. Vieram umas 300. Viagem em caminhão.O caminhão deveria partir daqui às 9horas. Chegou às 10h. Três viagens. Imaginem quanta gente no caminhão!! A ultima foi depois do meio dia. Pediu-se que cada um(a) levasse seu lanche. A paroquia daria o refrigerante. Apenas pouquíssimas pessoas levaram algo para comer. As outras passaram o dia sem comer. o refrigerante. Aqui é assim! Passam o dia em jejum. Vão comer um pouco à noite, quando têm comida.
não me deixaram em paz, por causa da fotografia. Todos querem ser fotografados Como gostam de fotografia!
Nesse fim-de-semana, retiro para os jovens e no domingo final da Jornada, com missa, que certamente vai durar mais de 3horas e almoço solene, cujo cardápio será : arroz, feijão, sombe (folha de aipim), um pouco de carne, amendoim e talvez lituma (banana amassada). Bebida: coca-cola, água tônica, fanta. Tudo oferecido pela paróquia. O menu é sempre o mesmo nas festas.

Nenhum comentário:

Portal DEHON Brasil

Portal DEHON Brasil
www.dehonbrasil.com