Minhas amigas e meus amigos brasileiros, havia pormetido de lhes enviar noticias religiosas de Butembo, apos as cronicas sobre acontecimentos politico-sociais. Ai vai minha crônica sobre a nova Paroquia de Kiragho.
22 de fevereiro de 2009.
Hoje vi nascer uma nova paróquia. Seu nome: Bem-aventurado Isidoro Bakanja; habitantes 19 mil, dos quais 12 mil católicos; 5 setores, 70 capelas; lugar de nascimento: Butembo, bairro Kiragho.
A cerimônia de instalação foi longa, 4h30m, presidida pelo bispo Dom Melquisedeck, ordinário de Butembo-Beni. O primeiro pároco: P. Paul Slowik, dos Padres do Sagrado Coração de Jesus.
Uma multidão se reuniu nas encostas ao lado da igreja, que está localizada numa colina. Um palco bem montado para os concelebrantes. Um grande numero de pessoas encarregadas da ordem. Cordões de isolamento marcavam os diversos “setores” dos participantes. Serviço de alto-falante, não perfeito, mas muito bom, apesar de estarmos num município que não possui energia elétrica e é uma das principais cidades do Nord Kivu.
15 padres concelebraram. As autoridades municipais estavam presentes. É de se destacar o coral. Não cessava de cantar. Havendo uma pequena pausa, lá estavam eles com algum canto, ao som do TAM- TAM e do órgão eletrônico: mistura de antigo e do novo. Todos de uniforme, naturalmente. Os coroinhas e as dançarinas embelezaram a cerimônia. Admiro sempre a seriedade e a precisão com que eles executam suas funções. É bonito de se ver.
O tempo estava instável. Rezava a Deus para que não caísse água durante a celebração.. Seria um desastre. Às vezes parecia que ia chover; nuvens pretas cobriam o sol; logo depois esse ressurgia reanimando a gente. Mas foi terminar a cerimônia que a chuva despencou. E não foi pouca água não. Mas nesse momento, as autoridades e os convidados especiais já estavam na sala de refeição.
Tudo começou com a bênção da igreja. E tudo começou pontualmente às 9 horas, como programado. Coisa rara , por aqui; ao menos em Kisangani é quase impossível acontecer algo semelhante.
A homilia do bispo foi longa. Mais de meia hora. Aqui falam muito. Dizem que, se a homilia for curta, não vale a pena. As outras partes da missa decorreram normalmente.
Longos foram os discursos, no fim da missa: o vigário geral, o primeiro padre que trabalhou aqui; depois falou um padre assuncionista ( fez um novo sermão). As autoridades civis também fizeram uso da palavra; antes da palavra final do bispo, falou nosso provincial, P. Vilson Hobold. A última palavra foi do bispo, naturalmente. Mais uns onze minutos. Finalmente a procissão final rumo à casa paroquial, onde estava sendo preparado o almoço. Já eram aproximadamente 14 horas.
Bem-aventurado Isidro Bakanja
Como esse bem_aventurado congolês nâo é conhecido no Brasil apresento um breve historico de sua vida.
Isidoro Bakanja é um jovem màrtir congolês. Nasceu por volta de 1880-1890, num pequeno vilarejo do Estado do Equador, na Republica Democràtica do Congo. Muito cedo foi à procura de trabalho em Mbandaka. Foi contratado como ajudante de pedreiro e pouco a pouco foi adquirindo a reputaçâo de trabalhador honesto e integro.. Frequentava a missâo de Bolokwa Nsimba,dos padres trapistas. A 6 de maio de 1906 recebeu o batismo e o escapulàrio de N.Sra do Carmelo e, um ano mais tarde, a Primeira Comunhâo.
Terminado esse contrato de trabalho, volta para a sua aldeia, mas nâo encontrando serviço lá, foi contratado como doméstico por um branco, Sr. Reynders, da Sociedade Anônima Belga, em Busira. Foi sempre um trabalhador aplicado e muito piedoso.
Tempos depois, Isidoro aceitou acompanhar seu patrâo que fora nomeado para o cargo de adjunto do Sr. Van Cauter, homem muito duro, deshumano, que nâo gostava dos africanos convertidos ao cristianismo. Proibe Bakanja de ensinar as oraçôes a seus companheirso de trabalho e tendo visto o escapulàrio no pescoço de Isidoro, repetidas vezes castigou-o com chicotadas, deixando-o semi-morto, na rua da amargura. Coberto de feridas, ensanguentado, Bakanja foi encontrado por um bom samaritano que o acolheu e cuidou dele. Apos seis meses de cruéis sofrimentos seu estado de saude piorava cada vez mais. Em julho de 1909, Isidoro recebe a vista dos missinàrios trapistas, faz sua confissâo, perdoa seu algoz e a 15 de agosto do mesmo ano volta para a Casa do Pai.
Isidoro Bakanja foi beatificado dia 24 de abril de 1994, durante o sinodo africano. Sua memoria é celebrada no dia 12 de agosto.
Pe Osnildo Carlos Klann, scj
Desde 2007, o padre Osnildo realiza sua missão dehoniana na República Democrática do Congo e, através de reflexões, notícias e informações, partilha suas experiências missionárias.
Para entrar em contato, escreva para ocklann@yahoo.com.br
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