Pe Osnildo Carlos Klann, scj

Desde 2007, o padre Osnildo realiza sua missão dehoniana na República Democrática do Congo e, através de reflexões, notícias e informações, partilha suas experiências missionárias.

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segunda-feira, 16 de julho de 2007

Edição 06

Amigos e amigas do Brasil,
Saudaçôes!

Do fim do mês passado até o fim desse mês, estive e estarei ocupadissimo com retiros. Como sabem, preguei um retiro de 3 dias para os nossos propedeutas do Congo, em fins de junho. De 8 a 14 desse mês, participei de um retiro de 5 dias, juntamente com nossos fratres, que se preparavam para a renovaçâo dos votos, hoje realizada, na matriiz de São Gabriel.
De 20 a 29 de julho, vou pregar um retiro de 8 dias para as noviças, postulantes e outras irmãs da Congregação das Irmãs da Sagrada Família de Kisangani. Como vêem, não estou desocupado, nessas longínquas terras africanas. Peço que rezem, de novo, um pouco mais por mim para que seja inspirado pelo Espírito Santo, na pregação desse retiro.
Digo-lhes francamente que a preparação e a pregação desses exercícios espirituais me dão muito trabalho, por causa da lingua francesa, que ainda não domino muito bem.
Há uma série de fatos que gostaria de lhes relatar. Devo porém selecionar alguns dados para não me tornar longo demais.
Nesse começo de mês, saiu uma declaração muito incisiva e forte dos bispos do Congo, alertando as autoridades estabelecidas e o povo em geral para a situação em que vive o país. Sobre isso, penso comentar em outra oportunidade. Hoje quero contar-lhes uma história, bastante interessante que ouvi do sr . Dominique, um comerciante de Kisangani, que frequentemente vai a Duby (Dubai), na Arábia Saudita, fazer compras para seus dois negócios daqui. Normalmente quem abastece o mercado de Kisangani é a China e a Arábia Saudita, os árabes, pois, Duby é uma zona franca.
Esse senhor nos contou a seguinte história ligada à cidade de Duby :
"A rainha da Arábia Saudita, todas as noites tinha a visão de um senhor (Jesus), que lhe pedia insistentemente para lhe construir um templo digno dele. Incomodada com a constante aparição, falou com o rei, seu marido. O rei convocou seu conselho, para saber se era para construir, de fato, um templo para os cristãos. Os conselheiros se dividiram : uns diziam que sim ; outros, que não. O rei usou de seu poder decisório e determinou que se construísse um templo para os cristãos, mas a 100 quilômetros distante de Dubai. E assim foi feito. Na enorme e bonita igreja, há espaço para os católicos e também para as outras denominações cristãs. Naquele território, os católicos e outros cristãos podem manifestar, livremente, sua fé, fazer seus cultos e celebrar suas missas. Como tudo lá é bem asfaltado, a distância não é tão grande assim, disse o sr. Dominique".
Num país muçulmano, é um fato notável e singular.

Um abraço a todos. P. Osnildo.

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