Meus amigos, a situação hoje, dia 2 de novembro, está mais calma no leste congolês. A pressão internacional deteve a marcha de Nkunda. Mas ele está ainda nos arredores da cidade de Goma. Os emissários dos EUA, da União Européia, da ONU, da Grã Bretanha, fizeram apelos e forte pressão pela paz e conseguiram um cessar-fogo, enquanto Alan Doss, representante especial do secretário geral das Nações Unidas, pede às tropas da ONU e à população de Goma para colaborem com a segurança da cidade. Foi decretado, hoje, o toque de recolher.
As autoridades mundiais envolvidas no processo diplomático para a restauração da paz na região, conseguiram convencer os dois presidentes de Rwanda (Kagame) e da RD do Congo (Kabila) para se reunirem e tratarem diretamente do assunto da guerra, pois o conflito envolve diretamente esses dois países, embora Rwanda negue.
Mas, enquanto de um lado, se procura a paz, em outro ponto, mais ao norte de Kivu Norte, um outro grupo revolucionário aterroriza a população com massacres, mortes, violências, pilhagem. É o grupo LRA (siga inglesa: Lord´s Resistance Army). São ugandenses que também invadem o território congolês e atemorizam a população.
Outro grupo perigoso da região são os Mai-Mai. São cangaceiros; bandidos, que matam, roubam, violentam ...
Como veem, não será fácil trazer a paz para esse país.
Kisangani, 2 de novembro de 2008.
P. Osnildo Carlos Klann, scj
Pe Osnildo Carlos Klann, scj
Desde 2007, o padre Osnildo realiza sua missão dehoniana na República Democrática do Congo e, através de reflexões, notícias e informações, partilha suas experiências missionárias.
Para entrar em contato, escreva para ocklann@yahoo.com.br
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